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Brasil impulsiona exportação de frutas para a Europa com aumento de 19% e acordo Mercosul-UE

A exportação de frutas do Brasil para o continente europeu experimentou um avanço significativo em 2025, com um aumento de 19,1% em volume e 12,8% em valor. Este crescimento, impulsionado por produtos como manga, melão, limão, melancia, uva e mamão, é atribuído aos dados fornecidos pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). A perspectiva para os próximos anos é de uma expansão ainda maior, especialmente com a recente formalização do tratado de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia, assinado no Paraguai. Este acordo, resultado de mais de duas décadas de negociações, visa eliminar ou diminuir as tarifas de importação, facilitando a troca de mercadorias, incluindo itens agrícolas e frescos.

Especialistas do setor agrícola veem o acordo como um marco decisivo para a agroindústria brasileira, prevendo que a supressão de tarifas elevará a competitividade das frutas nacionais no mercado europeu. Essa medida não apenas consolidará o crescimento já observado em 2025, mas também fomentará a previsibilidade, atrairá novos investimentos e gerará valor ao longo de toda a cadeia produtiva. Em 2025, a União Europeia já era o principal destino de 79% das exportações de frutas do Brasil, com tarifas que variavam entre 4% e 14%. A eliminação dessas taxas deverá abrir ainda mais portas para os produtos brasileiros em um mercado conhecido por sua maturidade, exigência e alto valor agregado.

Impacto do Acordo Mercosul-UE nas Exportações de Frutas

O Brasil registrou um crescimento notável nas exportações de frutas para a Europa em 2025, com um aumento de 19,1% no volume e 12,8% no valor. Este avanço, impulsionado por frutas como manga, melão, limão, melancia, uva e mamão, é resultado direto do dinamismo do setor e da crescente demanda europeia por produtos frescos. A expectativa é que o recém-finalizado acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia atue como um catalisador para um crescimento ainda mais robusto nos próximos anos. Este pacto comercial, que estava em negociação por cerca de 25 anos, visa a redução ou anulação das tarifas de importação, o que certamente ampliará a competitividade das frutas brasileiras.

A engenheira agrônoma e gerente de marketing da Ascenza Brasil, Patrícia Cesarino, destaca que o acordo representa um ponto de inflexão para o agronegócio brasileiro. A eliminação das tarifas aduaneiras fortalecerá a posição das frutas nacionais no mercado europeu, criando um ambiente mais favorável para investimentos e aumentando a geração de valor em toda a cadeia de produção. Em 2025, a União Europeia já era o principal mercado para 79% das frutas exportadas pelo Brasil, enfrentando tarifas que variavam de 4% a 14%. A remoção dessas barreiras alfandegárias é crucial para o acesso e a expansão dos produtos brasileiros, permitindo que o país explore plenamente o potencial de um mercado europeu sofisticado e de alto poder aquisitivo.

Desempenho e Perspectivas Futuras para o Agronegócio Brasileiro

O desempenho das exportações brasileiras em 2025 não se limitou apenas às frutas, mas também demonstrou um crescimento geral para a Europa, com um aumento de 6,2% em valor e 3,4% em volume em comparação com 2024. Este cenário positivo valida a capacidade do setor de fruticultura do Brasil para se expandir significativamente sob as novas condições comerciais. A Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas (Apex) projeta um aumento de 40% no faturamento da fruticultura, alcançando a marca de US$ 1,8 bilhão até 2029. Em 2025, o Brasil já havia exportado 1,2 milhão de toneladas de frutas frescas, gerando uma receita de aproximadamente US$ 1,3 bilhão, com destaque para manga, melão, limão, melancia, uva e mamão, que juntos somaram US$ 967 milhões.

Entre as frutas que se destacaram no ano passado, o melão e a manga apresentaram os melhores resultados, com 269,5 mil toneladas de melão (US$ 221,7 milhões) e 226,3 mil toneladas de manga (US$ 262,8 milhões) enviadas para a Europa. A melancia, por sua vez, registrou o maior crescimento em relação a 2024, com um aumento de 44,3% em volume e 60,5% na receita. O café, outro produto agrícola vital para o Brasil, também teve um bom desempenho em receita, apesar de uma ligeira queda no volume exportado. A assinatura do acordo Mercosul-União Europeia é vista como um movimento estratégico que reforça a posição do Brasil como um fornecedor confiável de alimentos, nivela as condições de competição com outros exportadores e estabelece uma base sólida para a expansão de longo prazo no mercado europeu, beneficiando produtores, exportadores e consumidores.

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