Casa/Frutas e legumes

Nova Projeção da Safra de Laranja 2025/26: Produção Reduzida em São Paulo e Minas Gerais

A mais recente avaliação da safra de citros 2025/26 para as regiões produtoras de São Paulo e Triângulo/Sudoeste Mineiro, divulgada pelo Fundecitrus, indica uma estimativa de colheita de 292,60 milhões de caixas de laranja, cada uma pesando 40,8 kg. Este número representa uma leve queda de 0,7% comparado à projeção anterior de dezembro de 2025, que era de 294,61 milhões de caixas, e uma redução mais significativa de 7% em relação à estimativa inicial de maio do ano anterior, que previa 314,66 milhões de caixas. A diminuição é atribuída principalmente ao tamanho reduzido das laranjas de variedades tardias, como Valência, Folha Murcha e Natal, resultado direto de um período de chuvas abaixo da média histórica.

As condições climáticas adversas desempenharam um papel crucial nesta revisão. Embora algumas áreas do setor sul, especificamente de Porto Ferreira a Limeira, tenham registrado volumes de chuva superiores à média no período de maio a maio, a maioria das regiões do cinturão citrícola enfrentou déficits hídricos. Os setores norte, incluindo Triângulo/MG e Ribeirão, e a região de Administrador/Quirinópolis, apresentaram as maiores deficiências de precipitação. Além disso, a taxa de queda prematura de frutos alcançou 23%, o valor mais alto em 11 safras, afetando principalmente as variedades tardias. Essa perda elevada está diretamente ligada à seca, à menor quantidade de flores por planta e ao menor tamanho dos frutos, resultando em uma produção final inferior à esperada. Até meados de janeiro, 87% da safra já havia sido colhida, com um peso médio por fruto de 153 gramas, um grama abaixo da previsão anterior, confirmando o impacto da falta de chuvas no desenvolvimento das frutas.

A situação ressalta a vulnerabilidade da agricultura às variações climáticas e a importância de estratégias de manejo hídrico para garantir a estabilidade da produção. Diante de cenários como este, a resiliência e a capacidade de adaptação dos produtores e da indústria citrícola tornam-se essenciais. É fundamental investir em pesquisa e desenvolvimento de variedades mais resistentes à seca, bem como em tecnologias que otimizem o uso da água e monitorem as condições climáticas de forma mais eficaz. Somente com inovação e planejamento será possível mitigar os impactos das mudanças ambientais e assegurar a sustentabilidade do setor para as futuras safras.

Voltar ao topo