Termotécnica revoluciona transporte de maracujá com embalagem térmica inovadora

A Termotécnica, uma organização proeminente na produção de soluções de embalagem em EPS (Isopor*), introduziu no mercado a primeira conservadora térmica de seu tipo, especificamente projetada para o transporte de maracujás. Este avanço, inserido na sua coleção DaColheita, está configurado para gerar benefícios substanciais na cadeia de suprimentos da fruta em todo o território nacional, com um foco especial no estado de Santa Catarina, que ocupa a terceira posição na produção de maracujá, superado apenas pela Bahia e pelo Ceará. Vale ressaltar que o maracujá figura como a décima fruta de maior relevância econômica para o país e a terceira em geração de valor para Santa Catarina, ficando atrás apenas da banana e da maçã.
Termotécnica Lança Solução Inovadora para Transporte de Maracujá em Santa Catarina
Em 23 de fevereiro de 2026, a Termotécnica anunciou o desenvolvimento de uma embalagem térmica inédita, elaborada com poliestireno expandido (EPS), visando aprimorar o transporte de maracujás. Esta iniciativa surge como um marco na logística da fruta, crucial para o agronegócio brasileiro e particularmente para Santa Catarina, que se destaca na produção. A nova conservadora da linha DaColheita é fruto de pesquisas aprofundadas sobre as necessidades específicas do maracujá, garantindo a sua preservação e qualidade durante todo o percurso.
O lançamento estratégico coincide com a safra do maracujá, que se inicia em dezembro e se estende até junho de 2026, período este que pode ser ajustado conforme as regulamentações do vazio sanitário. Este vazio sanitário, um período de 30 dias sem plantas vivas de maracujá-azedo (Passiflora edulis), é fundamental para conter a propagação do vírus CABMV, responsável pelo “endurecimento dos frutos”, uma doença que afeta drasticamente a qualidade, o rendimento da polpa e a comercialização do fruto.
Os dados da safra 2024/2025 revelam um crescimento notável em Santa Catarina, com uma produção estimada de 56,8 mil toneladas, superando as 45 mil toneladas da safra anterior. A produtividade média dos pomares atingiu 28,4 toneladas por hectare, um aumento significativo em comparação com as 22,5 t/ha do ciclo anterior. Esses números, levantados pela Epagri em colaboração com atacadistas e a Cooperja no Sul do estado, onde se concentra a maior produção, alimentam o otimismo dos produtores para a safra 2025/2026, com expectativas de frutos de qualidade superior.
Apesar de uma safra anterior considerada positiva, mesmo diante de um período de estiagem, a Epagri projeta que a safra atual poderá exceder esses valores. No entanto, a região de Araquari enfrenta desafios com a ocorrência de verrugose, uma doença causada pelo fungo Cladosporium herbarum, que provoca lesões características em folhas, ramos e frutos.
Atualmente, cerca de mil famílias em Santa Catarina dependem do cultivo de maracujá, distribuídas em mais de 2 mil hectares. A região Sul do estado é responsável por impressionantes 90% da área cultivada, com municípios como São João do Sul, Sombrio, Santa Rosa do Sul, Balneário Gaivota, Araranguá, Jacinto Machado, Praia Grande e Passo de Torres liderando a produção. Araquari, embora com uma área plantada menor, com 34 famílias produtoras e 25 hectares, registrou uma produção de 450 toneladas na última safra.
A iniciativa da Termotécnica em desenvolver uma embalagem térmica inovadora para o maracujá demonstra o compromisso da indústria em apoiar o setor agrícola. Este avanço tecnológico não apenas otimiza a logística e a conservação da fruta, mas também contribui para a sustentabilidade e a valorização do trabalho dos produtores, especialmente em Santa Catarina. É um exemplo claro de como a inovação pode fortalecer cadeias produtivas e impulsionar o desenvolvimento regional, mesmo diante de desafios como pragas e intempéries climáticas. A expectativa é que esta nova solução traga ainda mais prosperidade para o cultivo do maracujá, assegurando que frutos de alta qualidade cheguem aos consumidores de forma eficiente.
